Após
alguns metros pudemos ver um espetáculo submerso,
com a luz do sol refletida na água, formando um neon
incrível. Mas o quadro de tirar o fôlego foi
visto quando colocamos as máscaras de mergulho e
pudemos ver a fenda por onde a luz entrava, guardada por
alguns cardumes de peixes. Roberta não queria mergulhar
ali, mas após nossa admiração e insistência,
acabou cedendo e pôde curtir o show.


O neom, formado pela luz do sol refletida na água
Seguimos
para o camping, onde almoçamos e desmontamos acampamento,
meu chocolate morreu para a TPM da Roberta, que já
havia chegado. Por volta de 15 h entramos na trilha para
Provetá, no mesmo horário que o céu
começou a desabar, o caminho parecia um rio, continuamos
mesmo assim, com alguns tombos, eu mesmo fechei a trilha
com dois no estilo tobogã.

A trilha transformou-se em rio, as
havianas resistiram
Depois
dessa loucura somente o Negão restou dos cachorros
que nos acompanhavam, que seguia firme à nossa frente.
Fernando se contagiou e estava curtindo a situação,
Alyne não tanto, mesmo porque o chão enlameado
a chamou algumas vezes. Chegamos em Provetá por volta
das 18 h, ainda sob chuva, que logo após a nossa
chegada no vilarejo parou. Minha idéia era ficar
no camping da Gleise, mas quando passávamos pela
rua principal da vila de pescadores, nos ofereceram dois
quartos a R$ 10 por pessoa, na casa do Mestre Ernani, o
mesmo que havia me levado com minhas mulheres alguns dias
atrás para a mesma Provetá. Depois daquela
chuva era só o que queríamos, negociamos o
preço que caiu para R$ 50 para todo o grupo. Logo
em seguida, chegou um casal e um outro grupo que também
estavam fazendo a volta da Ilha, um dos caras fez a trilha
de Machu Picchu com o Dido, uma grande coincidência
voltarem a se encontrar em Provetá. Como fomos os
primeiros a chegar tivemos a sorte de ficar nos dois quartos
existentes, eles tiveram que dormir em barracas. Lá
Matamos nossa vontade de comer pão e fomos conhecer
a noite do lugar, que, como a anterior foi longa.
Nos
reunimos todos em um barzinho, esse povo gosta de latinha
de cerveja, conseguiram fazer uma pirâmide com as
vazias, e a partir daquele momento a Ilha balançava
igual a um barco em um mar com sudoeste. Fechamos o bar
e acabamos parando em outro, onde saboreamos um delicioso
peixe na praia – grátis -, oferecido pela bodeguinha
onde estávamos. Eu e Feio ficamos mais um pouco conversado
com a Gleise e uma amiga sobre viagens e o paraíso
que é Ilha Grande. A lua cheia só nos deixou
ir embora 3 h da manhã, depois de aproveitar mais
um pouco do melhor peixe da Ilha.